teamlockwood:

Non-Shallow Tyler Lockwood Appreciation Post

(via bipolarities)

ESPERAVA QUE FOSSE SÓ MAIS UMA PROMESSA
Mas era só fechar os olhos que ele vinha correndo, de braços abertos, com o olhar carregado de flores.

- Eu prometo te fazer se apaixonar por mim. - disse ele saindo de uma festa, bêbado, após receber o não de uma garota que nem ao menos fazia seu tipo e era a mais mal-humorada entre todos ali presentes.
Ela ria fielmente dos passos do rapaz, bebia e ria. Não fazia a mínima ideia do que ele estava falando, e voltou a rir assim mesmo.
O parque por onde ela passava todos os dias, no dia seguinte, estava mais florido, mais encantador. Não sabia se era por causa da ressaca ou por causa do cansaço do trabalho. A moça que não andava depressa agora corria, a moça que não gostava de filmes de terror agora adorava. A moça que fumava seus diários cigarros atrás de um dia sem fadiga, agora não precisava de mais nada a não ser um amor. E lembrou do rosto daquele rapaz, que entusiasdamente, a pediu um beijo. Que ela recusou tão friamente. E agora? Quem iria levá-la de volta a seu lar?

- Me desculpe. - disse ela levantando a cabeça após trombar no rapaz que recebera seu não.
- Não seja por isso. - ele ria ridiculamente, um sorriso aberto e amarelo de dar inveja. Cabelos despenteados do jeito que ela gostava.
- Olha só quem eu vejo por aqui.
- Pois é. Mundo pequeno esse nosso… - disse ele simpático e um pouco tímido, abaixando a cabeça, deixando o sorriso se esvair.

Ela sentiu uma fincada de desespero quando pensou que podia estar gostando mais daquele sorriso tímido do que tudo que gostara em qualquer pessoa em todos esses 18 anos. Que crueldade pensar que abraçara o sim de tantos outros e despensara o daquele garoto lindo. Ele tinha os olhos claros, uma cor que ela não soube decidir qual era, a pele alva, como se estivesse saído há pouco de um céu nublado. Achara que por causa do álcool, ela decidira tão rapidamente não beijar aquele garoto naquela festa. Uma pena.

- Então, eu te conheço, não é? - perguntou ele levantando uma sobrancelha, e um sorriso no canto dos lábios.
- Bom, eu não sei o seu nome e acho que também não sabe o meu.
- Então eu acho que não nos conhecemos. Prazer, Eduardo. - disse a ela, estendendo a mão.
- Vou deixar você descobrir o meu. - e retribuiu o aperto de mão juntamente com um sorriso.

Ele tinha mãos suaves e grandes, com um aperto não muito forte e quente, mas que dava vontade de ficar por ali um bom tempo. E começaram a andar pelas ruas, um simples cachorrinho a fazia rir. Agora. Não antes, no desespero de encontrar alguma coisa para fazer a não ser trabalhar. Agora ele a distraía, a fazia rir, e até a chamava de meu bem. Que estranho. Não conversara com ninguém daquele jeito desde que sua melhor amiga fora embora da cidade. E ela simplesmente se sentia bem. Chegara atrasada no trabalho naquele dia, mas foi um atraso que valeu totalmente a pena.

- Nos encontramos depois. - disse ela após chegar ao seu local de trabalho.

Os olhos do rapaz simplesmente brilharam com a possibilidade de poderem se encontrar novamente. A garota pensara seriamente em mandá-lo ir embora e nunca mais voltar. Mas pra quê iria fazer isso, se aquele garoto trouxe uma amostra do paraíso a ela naquele dia tão normal e sem cor? E ela gostara. Mais do que qualquer coisa que já havia lhe acontecido. Simples assim.
Ao sair do trabalho, lá estava ele, o mesmo cabelo desgrenhado esvoaçante. Uma perna escorada no muro, com um cigarro pendurado nos lábios.

- Pensei que não fumasse. - disse ela se aproximando dele.
- Você pensou que não me encontraria aqui agora. - retrucou.
- É, pensei errado duas vezes, que coisa. - e soltou um riso descontraído. Ele retribuiu.
- Bom, o que quer fazer agora? - Perguntou ele jogando o cigarro no chão.
- Que tal nos sentarmos e conversar um pouco?
- Ótima ideia. Nem tão clichê, mas é uma ótima ideia.
- Você gosta de clichês? - perguntou ela incrédula. Os dois já se encaminhando para uma sorveteria ali perto.
- Não que eu goste, mas do jeito que vivemos esperando por algumas coisas hoje em dia, não há como escapar dele. - disse o rapaz colocando a mão nos bolsos.
- Pois é, eu penso do mesmo jeito. Por isso eu nunca gosto de fazer as mesmas coisas sempre. Gosto de levar a vida de um jeito que você nunca vá me ver duas vezes no mesmo lugar.

Ele sustentou o silêncio que começara a batucar a partir dali. E sabia que o que ia dizer agora não fazia parte do seu habitual ritual de cantadas, mas ele precisava dizer.

- Então eu nunca mais vou te ver em uma festa bêbado me dizendo um não, vou? - indagou, puxando uma cadeira para a moça se sentar.
- Não. Em uma festa não. - disse a moça desconcertada, o que não era comum. Ela sempre tinha as respostas na ponta da língua, mas aquele rapaz… Ah, aquele rapaz a deixara desconcertada pela primeira vez na vida. Ela estava revivendo sentimentos que há muito estavam ausentes. Não sabia se era bom ou ruim, mas queria continuar. Os pulsos estavam acelerados e ela não queria que o silêncio reinasse por ali novamente.
O rapaz sentiu uma pontada de insegurança quando a moça disse aquilo. Eduardo, que nunca gostara tanto de alguém quanto estava gostando daquela menina que vira bêbado em uma festa que recebera um não tão sofregante, estava insistindo em uma garota. Ele não fazia isso. Não mesmo.

- Ah, menos mal então. Acho que nunca mais irei a uma festa na qual você esteja, sem estar contigo. Entende?
- Sabe, eu entendo. Você não me parece nada daquilo que me pareceu na festa. Está mais… - e a moça, mais uma vez, perdera as palavras.
- Eu sei, não estou tão mané quanto estava na festa. Eu sei, eu sei. É por isso que você ainda está comigo agora. Gosto de te ver assim, desconcertada e desconcertante. - ele sorrira com os lábios e com os olhos. O coração começava a pular agora.

A garota realmente não sabia o que dizer. O coração batia tão forte e tão apressadamente, que tinha dúvidas se o rapaz não podia escutá-la.

- Eu sei que você cumpre promessas. - e pegou na mão do rapaz. Estava quente e a fez sentir um choque. Sua mão estava mais fria do que imaginara. Ele pode sentir também.
- Sim, eu nunca faço uma se eu não puder cumpri-la, Ana. - e abriu mais um sorriso sedutor.
- Ana, você já sabia meu nome. - ela se surpreendeu.
- Sim, já nos conhecíamos desde quando nós bricávamos na rua 7 quando éramos menores. Já te conhecia desde antes de me apaixonar por ti.

A garota estava extasiada. Uma nostalgia dançante preencheu os olhos e a mente. Eles eram amigos de infância e ela nem se lembrava. Eles brincaram juntos e ela nem se lembrava. Eles já se apaixonaram antes e ela nem se lembrara.
E a promessa estava cumprida. Ela se apaixonou. Se apaixonou pelos olhos, pelos cabelos, pelas palavras, pelas lembranças, pelas surpresas, pelo coração. E se apaixonou tão perdidamente que nem sabia onde estava agora. Só sabia que Eduardo era sua nova vida e que nunca mais viveria a esmo como vivia. Ela estava completa, ressurgida.
Então, o beijo surgiu.

De vez em quando erguia os olhos e sorria para mim. Achei estranho porque nunca ninguém sorriu para mim - nunca ninguém sorriu para mim daquele jeito, quero dizer.
Caio Fernando Abreu    (via re-can-to)

(Source: quesejadoce-sempre, via livrodosilencio)

Não precisa me dizer que não vai ficar pra sempre. O eterno dentro de mim já se concretizou quando me olhou.
Lubya H. (via livrodosilencio)

(via livrodosilencio)

(via jrbarreto)

— Você é linda, perfeita e minha.
— É sexo que você quer?
— Pode ser, mas você não deixa de ser linda.
— (Ela ri) Você que é lindo.
— Isso foi você dizendo que também quer sexo?
— Pode ser, mas você também não deixa de ser lindo.
(Eles riem)

(Source: okbeijos, via pafe-pou-m)

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